50 ANOS DA BOSSA NOVA – PERTO DE NÓS

 


Por: Josafá de Jesus Moraes.

O Vale do Paraíba também comemora o cinqüentenário da Bossa Nova através da história de muitos dos seus músicos que fizeram parte do surgimento deste novo gênero musical, bem como através dos músicos atuais que embalam as noites e as festas ao som marcante e tranqüilo da Bossa.

PIONEIROS

Vários músicos do Vale do Paraíba aderiram ao novo ritmo musical inaugurado pela bossa nova. Entres estes, destacaram-se o pianista Aloísio Pontese o maestro Sérgio Weiss, ambos de São José dos Campos. Este último era integrante do Biriba Boys, grupo surgido em 1952, que marcou história com grande número de fãs e uma musicalidade atraente à sociedade joseense.

A região valeparaibana estava integrada ao novo movimento musical, o maestro Sérgio Weiss testemunha: “Uma vez falaram para eu deixar um rapaz cantar em um baile. Ele cantou direitinho, elogiei e perguntei seu nome. Ele respondeu: “Jair Rodrigues”. Outra vez, a mesma coisa aconteceu em Guará com um violonista que tocou no intervalo da nossa apresentação. Ninguém ‘deu bola’ para o rapaz, mas achei ele muito bom e perguntei seu nome: “Baden Pawel”. Hoje acho engraçado estes encontros que tive na vida”.

A Rádio Aparecida no auge do sucesso, em 1960, abriu as portas à novidade musical que a Bossa Nova inaugurava. Segundo o atual diretor, Pe. Inácio de Medeiros, “a Rádio Aparecida entendia a necessidade de uma nova linguagem musical, que era expressão de uma leitura social diferenciada – o mundo urbano era de fato o novo mundo”.

 

HERDEIROS

Para o maestro Altair Lobato, professor de música em Aparecida, “a verdadeira música brasileira é a bossa nova porque retrata nossa realidade. É o que temos de melhor para mostrar”. Já Tereza Barretos, da dupla Levi e Tereza, cantores da noite, afirma que “a bossa nova é música boa e imortal. Feita em apartamento, tem tom suave, que acalanta e acalma”.

Ivonete Angélico, vocalista da Banda Madame Café

e aluna do 4° ano de jornalismo da FATEA, afirma que “é comum aos jovens solicitar canções do repertório clássico da Bossa Nova, o que denota um apreço pela musicalidade genuinamente brasileira”. Os inúmeros grupos musicais da região valeparaibana, por mais que se categorizem em gêneros musicais específicos, tocam também o ritmo suave da Bossa, o que agrada o público e manifesta a sutileza de quem de fato entende de música.

No fim do ano passado o espetáculo musical “Vou te contar…50 anos da bossa nova” abriram de forma categórica e não oficial a temporada de comemorações, aqui no Vale, do cinqüentenário da bossa. Agora, suave e marcante, como é próprio do seu ritmo, a bossa nova segue sua digna comemoração na voz de cada cantor, no desfrute de suas melodias envolventes a todas as pessoas.

E por que o nome bossa?

Porque, na época, se alguém achava que uma coisa era original, inteligente e bem-humorada, dizia que essa coisa era cheia de bossa.

Depois de ouvir a música que o grupinho da Nara fazia, que além de ser cheia de bossa, ainda era muito inovadora, as pessoas saiam dizendo que aquele pessoal tinha uma bossa nova, e o nome acabou pegando.

A bossa nova, incompreendida no início, depois de firmar-se no Brasil, acabou por ganhar o mundo, influenciar a música internacional e transformar a criação musical popular subseqüente. Movimento renovador da música popular

brasileira, influenciado pelo jazz, a bossa nova surgiu na segunda metade da década de 1950 entre jovens de classe média da zona sul do Rio de Janeiro. Caracterizou-se por romper com as fórmulas tradicionais de composição e instrumentação, por harmonias mais elaboradas e por letras coloquiais.

Impossível precisar quando a Bossa Nova realmente começou. Mas é certo que o lançamento, em 1958, dos discos Canção do amor demais, com Elizeth Cardoso interpretando composições de Tom e Vinicius, e Chega de saudade, com o clássico de Tom e Vinicius de um lado e Bim bom, de João Gilberto, do outro -, nos quais João surpreendeu a todos com a nova batida de violão, foi o resultado de vários anos de experiências musicais. Experiências empreendidas não só por João Gilberto mas por toda a turma que se encontrava nas famosas reuniões na casa de Nara Leão.

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One Comment em “50 ANOS DA BOSSA NOVA – PERTO DE NÓS”

  1. Elisangela Says:

    Adorei a matéria, pessoalmente sou encantada por este estilo musical… “um cantinho, um violão, este amor, uma canção, pra fazer feliz a quem se ama…”. Cheia de bossa!!


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