Filmes

Por: Meire Moreira

174

“Última parada 174”

Na tentativa de fazer um filme sensível e perto da realidade, o diretor Bruno Barreto se aventurou a recontar a história do seqüestro do ônibus 174, que culminou com a morte de Geísa, uma professora de 20 anos. Cotado para representar o Brasil na festa do Oscar, o drama da vez elegeu uma vítima: o seqüestrador Sandro, rapaz pobre da periferia, que tem uma relação conturbada com a mãe. Mais uma vez um diretor tenta explicar o inexplicável: como alguém em sã consciência executa friamente uma pessoa em nome seja lá do que for? Bom, só por isso o filme merece ser visto e discutido. Talvez num futuro próximo outro diretor se aventure a contar a história de Suzanne Richtofenn, de Alexandre e Carolina Nardoni, de Champinha e até do Hitler sob outra ótica: a dos anestesiados que acreditam que toda brutalidade tem uma justificativa ou uma razão de ser.

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