Mudanças Climáticas e Economia

Por: Elisangela Cavalheiro

Furações e tempestades tiveram uma marca histórica e bateram recordes em 2005.

Eventos extremos como os que tem acontecido em diversos países, tais como ciclones, enchentes, ondas de calor, desertificação do solo, entre outros, têm em comum o lançamento de gases de efeito estufa (metano, carbono e óxido nitroso) na atmosfera.

O resultado dessas emissões excessivas é o aquecimento global. Fenômeno que funciona como um cobertor espesso que deixa o planeta cada vez mais quente e não permite que a radiação solar seja liberada.

No Brasil o aquecimento global é ocasionado em grande parte pelo desmatamento, cerca de 80%, seguido pela queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás natural, que juntos somam 22,5%.

Para o país o grande vilão na queima de combustíveis fósseis é o setor de transporte com mais de 40% das emissões dos gases poluentes. Em seguida vem a indústria com 32%, a energia com 11,1% e por último os resíduos residenciais com 6,6%.

Se sabemos os fatores que originam as mudanças climáticas ao redor da Terra o que podemos fazer para parar ou ao menos minimizar este processo?

As soluções são muitas. Diminuição do desmatamento, uso de energias renováveis, conscientização acerca do uso eficiente da energia e da água, reciclagem, melhoria no transporte público, etc. Ações que em grande escala poderiam apontar um futuro menos desastroso do que as previsões anunciadas.

Entretanto todas as soluções só terão resultado com o respaldo de autoridades tanto governamentais quanto por parte de donos de indústrias do mundo todo.

O Protocolo de Quioto para tentar diminuir os efeitos do lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera propôs aos países desenvolvidos – principais responsáveis pela realidade atual – alguns projetos que devem reduzir ao menos 5,2% das emissões mundiais até 2012.

Dentre os projetos encontramos o MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo que funciona em conjunto com países que estão em desenvolvimento como o Brasil.

Este projeto consiste na redução de carbono na atmosfera por empresas que posteriormente converterão essa redução em créditos. Estes créditos de carbono são vendidos a países desenvolvidos que têm metas de redução estipuladas pelo Protocolo. Com essa relação surgiu o Mercado de Carbono.

No último mês de setembro, aconteceu o 2º Leilão de Crédito de Carbono de São Paulo que vendeu 713 mil créditos, cada um valendo R$ 51,83 totalizando 37 milhões de reais. Cada crédito corresponde a uma tonelada de gás carbônico não emitida. 

PROJETO PIONEIRO

Na pequena cidade de Tremembé, interior de São Paulo funciona o Aterro Sasa da empresa francesa Veolia Environnement. O aterro que recebe resíduos urbanos e industriais de várias cidades da região utiliza o processo de aproveitamento do biogás com a evaporação do chorume. Neste processo o chorume que é um líquido altamente tóxico resultante do acúmulo de resíduos é enviado a um evaporador. O evaporador utiliza a energia do biogás também produzido pelo acúmulo de lixo. Assim do processo de evaporação ainda sobram o gás carbônico e água, porém o gás metano que é o principal gás do chorume, e é vinte e uma vezes mais poluente que o carbono não é emitido na atmosfera.

Este processo foi inserido entre os projetos de MDL propostos por Quioto. E o Aterro Sasa é considerado pioneiro porque no Brasil foi o primeiro a ter um contrato de créditos de carbono. O Brasil encontra-se atualmente na terceira posição do ranking mundial destes projetos.

As propostas levantadas por Quioto resolvem algumas questões, ainda é preciso maior empenho por parte de empresas e governos, mesmo os que ainda não tem metas como o Brasil, na diminuição da emissão dos gases.  

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